Um homem de 52 anos teve a morte cerebral confirmada na última sexta-feira (25), no Hospital Bom Jesus (Hoesp), em Toledo, após sofrer complicações decorrentes de um acidente vascular encefálico (AVE) hemorrágico. O caso foi detalhado pelo enfermeiro Itamar Weiwanko, coordenador da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) da instituição.
Segundo as informações repassadas pela equipe médica, o paciente apresentava quadro de hipertensão arterial sistêmica não controlada e fazia uso incorreto das medicações prescritas. A condição provocou o rompimento de uma artéria cerebral, resultando no aumento da pressão intracraniana, na interrupção do fluxo sanguíneo no órgão e, consequentemente, na falência total das funções cerebrais. O especialista destacou que a hipertensão arterial é uma enfermidade silenciosa que evolui gradativamente e pode acarretar consequências graves, incluindo o óbito.
Apesar da dor da perda, a família do paciente optou pela solidariedade e autorizou a captação de tecidos e órgãos. O gesto de empatia resultou na salvação de oito pessoas no estado do Paraná. O ato ganha ainda mais relevância por coincidir com o período alusivo ao Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro. A data busca conscientizar a sociedade sobre a importância do diálogo familiar a respeito do tema, reforçando que a doação é um ato de amor ao próximo que preserva a confidencialidade entre doadores, receptores e suas respectivas famílias.
Da Redação
