O vice-prefeito de Toledo, Lucio de Marchi, trouxe detalhes históricos e técnicos sobre a trajetória do Hospital Regional de Toledo (HRT) e explicou os motivos que levaram ao rompimento com a antiga gestora e à transição para a Hoesp. Segundo ele, a decisão atual visa corrigir problemas estruturais e de gestão que se arrastam há mais de uma década.

Confira os principais pontos abordados pelo vice-prefeito:

Histórico e Problemas na Obra

Lucio relembrou que a história do hospital começou de forma "ousada" em sua gestão anterior, junto com o então prefeito Schiavinato e o deputado Sperafico, com uma emenda de R$ 12 milhões. Ele destacou que, ao deixar o cargo em 2012, a obra estava com 25% de conclusão.

Entretanto, ele criticou duramente a entrega da obra nos anos seguintes: “Infelizmente, essa obra, de 2013 a 2016, foi entregue de forma irresponsável, com habite-se, e uma obra inacabada. A verdade é essa”. Lucio afirmou que judicializou o processo e pede agilidade à Justiça: “Não pode demorar tanto tempo essas coisas, porque isso é grave”.

Devido a irregularidades na execução original, o hospital precisou de uma reforma profunda antes mesmo de ser usado. “Foram mais de R$ 10 milhões de projetos. No final, lá em 2022, custou mais de R$ 15 milhões para o município. Quer dizer, custou mais para reformar uma obra que nunca foi usada do que a construção original”, revelou.

O Rompimento com a Gestora Anterior

Sobre o Instituto Ideas, o vice-prefeito foi taxativo ao dizer que as metas não foram atingidas. “Infelizmente, a empresa que foi contratada não cumpriu com as metas. Várias metas ao longo do ano passado acabaram não sendo cumpridas”, disse.

Ele explicou que as falhas levaram à suspensão dos pagamentos por parte da prefeitura em dezembro de 2023: “Muita gente deixou de ser assistida, funcionários não vinham recebendo em dia seus pagamentos, e o município estava repassando. Então, são metas que não estavam sendo cumpridas”.

A Nova Gestão e as Expectativas

Com a entrada da Hoesp, Lucio de Marchi reforçou que o foco será o rigor na fiscalização. “Agora, o Hospital Bom Jesus, a nossa Hoesp, são 26 metas estabelecidas e que vão ter que ser cumpridas. Essa é a diferença. Vai ser o cumprimento, o acompanhamento, a fiscalização”.

O objetivo da prefeitura é que o Hospital Regional desafogue as outras unidades de saúde da cidade. “Nós queremos que a UPA e o mini-hospital, que são nossos prontos atendimentos, possam receber muita gente dessas duas unidades. É atender bem a população que aguarda o retorno. O que foi gasto aqui tem que vir agora em contrapartida de retorno para o povo”, pontuou.

Futuro e Licitação

O vice-prefeito esclareceu que a transição será gradativa e que o contrato emergencial de um ano servirá de ponte para uma licitação definitiva. Ele ressaltou que a Hoesp poderá participar do processo licitatório.

Lucio encerrou reforçando que o trabalho atual é focado na qualidade, e não em fins políticos: “Nesta gestão, a gente não pensa na próxima eleição. Nós queremos atendimento de qualidade, bem pensada, qualificada”.

Da Redação

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