A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Toledo oficializou a extinção dos mandatos e a vacância das cadeiras dos vereadores Dudu Barbosa (MDB) e Valdomiro Bozó (PL). A medida foi tomada por meio das Portarias nº 133/2026 e nº 134/2026, após o plenário aprovar por unanimidade, em segundo turno, os Projetos de Resolução nº 156 e 157 no início desta semana. Com o decreto da perda dos cargos, o Poder Legislativo realizou a convocação imediata dos primeiros suplentes de cada partido para assumirem as vagas na Casa de Leis.
Para preencher a vaga aberta no Movimento Democrático Brasileiro (MDB), o Ato nº 06/2026 convocou Genário Mendes de Oliveira, conhecido como Professor Genário, que obteve 618 votos no pleito municipal de 2024. Já para a cadeira do Partido Liberal (PL), o Ato nº 07/2026 convocou Geraldo Hardi Weisheimer, que alcançou 897 votos na mesma eleição. Ambos os convocados devem apresentar previamente seus dados e documentos ao Departamento Administrativo para viabilizar a posse, que tem expectativa de ocorrer na próxima segunda-feira.
Além do afastamento definitivo dos parlamentares, a reestruturação respingou na estrutura de cargos de confiança ligados aos antigos mandatos. O presidente da Câmara, Gabriel Baierle, assinou a exoneração, a pedido, de quatro servidores comissionados que atuavam nas assessorias dos gabinetes destituídos. Ao todo, foram exonerados dois ocupantes do cargo de Chefe de Gabinete e dois profissionais que exerciam a função de Assessor Parlamentar.
A derrocada política dos dois vereadores reeleitos ganhou contornos definitivos com a recente decisão da 1ª Vara Criminal de Toledo. O juízo acolheu a denúncia da 4ª Promotoria de Justiça, condenando ambos pelo crime de corrupção passiva a sete anos de reclusão em regime inicial semiaberto, além da perda do cargo público. As investigações comprovaram que, em outubro de 2024, a dupla exigiu uma propina de R$ 300 mil de uma empresa de energia para facilitar a aprovação de uma lei de servidão de passagem, essencial para as obras de uma Central de Geração Hidrelétrica (CGH) no Rio São Francisco. Embora ainda caibe recurso contra a decisão judicial, o processo ético-parlamentar da Câmara foi concluído e selou o destino dos envolvidos.
Da Redação
