O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, cumpriu agenda em Toledo nesta quinta-feira (05) para formalizar investimentos de R$ 15 milhões em novas estruturas de saúde, mas o grande destaque da visita foi o seu posicionamento sobre a crise na gestão do Hospital Regional de Toledo (HRT). Em entrevista ao Portal Destaque Toledo, o secretário garantiu que a unidade não fechará as portas, apesar do clima de incerteza que cerca a atual administradora, o Instituto Ideas.
A polêmica ganhou força após a Prefeitura de Toledo notificar o Ideas por possíveis irregularidades contratuais e inconsistências contábeis. Em resposta recente, o instituto não sanou todas as dúvidas da administração municipal, prometendo novos esclarecimentos para os próximos dias. Enquanto isso, o debate sobre o financiamento do hospital segue acalorado.
"O hospital não vai fechar", garante Beto Preto
Ao ser questionado sobre o futuro do Hospital Regional, Beto Preto foi enfático ao acalmar a população e as lideranças locais. "Este hospital não vai fechar suas portas. Tem muita coisa para ser discutida e conversada, mas tenho certeza que vamos avançar", afirmou.
Sobre o desempenho do Instituto Ideas, o secretário explicou que o Governo do Estado mantém o compromisso de pagar pela produção realizada, mas revelou que a entidade nunca atingiu o teto máximo de incentivo oferecido. "Eu dei um teto inicial de R$ 1 milhão, podendo chegar a R$ 1,5 milhão. Eles nunca conseguiram chegar nisso. Fizeram um belo trabalho no período, mas vamos avaliar junto à prefeitura o que é melhor, já que ela é a detentora do contrato", pontuou o secretário.
Repasses e a Notificação da Prefeitura
A fala de Beto Preto reforça a postura do governador Ratinho Júnior: o Estado pagará apenas pelo que for efetivamente produzido pelo SUS na unidade. Atualmente, a Prefeitura de Toledo já repassa mensalmente cerca de R$ 1,7 milhão ao hospital, valor que o município já declarou não ter condições de aumentar.
A situação do HRT é monitorada de perto devido a:
Dúvidas contábeis: Inconsistências entre os dados de resultados do Ideas e os pareceres técnicos da comissão de verificação da prefeitura.
Exclusividade SUS: A unidade deve atender 100% pelo sistema público, conforme recomendação do Ministério Público para garantir o acesso universal.
Suspensão de serviços: A prefeitura mantém fiscalização rigorosa para evitar que interrupções nos atendimentos prejudiquem a referência regional em saúde.
Novos Investimentos: AME e Maternidade
Além das definições sobre o Regional, a visita consolidou a liberação de R$ 8 milhões para o novo Ambulatório Médico de Especialidades (AME) e R$ 7 milhões para uma nova maternidade municipal de risco habitual.
O prefeito Mario Costenaro destacou que esses novos espaços, após concluídos, serão cedidos para a administração da Universidade Federal do Paraná (UFPR), integrando o curso de medicina de Toledo — recentemente avaliado com nota máxima no Enamed — ao atendimento prático da população. "É a sinergia entre o Governo do Estado, a UFPR e o município para levar qualidade de serviço", celebrou o prefeito.
Da Redação
