Com a morte do Papa Francisco, em 21 de abril de 2025, o Vaticano inicia um período histórico de "Sede Vacante", com a convocação de um conclave para eleger o novo pontífice. Entre os cardeais brasileiros que podem assumir a liderança da Igreja Católica, o nome de Dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, surge novamente como uma possibilidade, assim como aconteceu em 2013, quando ele foi cotado para ser o sucessor de Bento XVI.

Nascido em Cerro Largo (RS) em 1949 e ordenado sacerdote em Quatro Pontes, no Paraná, em 1976, Dom Odilo tem uma conexão forte com o Paraná, especialmente com Toledo, onde iniciou sua trajetória como padre. Seu percurso na Igreja Católica o levou a se tornar um dos cardeais mais respeitados e influentes do mundo, especialmente após sua nomeação em 2007 pelo Papa Bento XVI. Ele também ocupou papéis de destaque em diversas comissões da Igreja, incluindo no Sínodo dos Bispos e na Congregação para o Clero.

Em 2013, Dom Odilo foi apontado como um dos favoritos para suceder Bento XVI, mas a escolha recaiu sobre o argentino Jorge Mario Bergoglio, hoje Papa Francisco. Em sua autobiografia, o Papa Francisco mencionou Dom Odilo, junto com outros cardeais como Angelo Scola, Sean O’Malley e Marc Ouellet, como nomes fortes na disputa.

Apesar de seu papel de destaque, a escolha de um brasileiro para o papado neste conclave é vista como improvável. A imprensa italiana tem apontado o arcebispo de São Salvador, Dom Sérgio da Rocha, como uma opção "de fora", mas as chances de um latino-americano liderar a Igreja novamente são consideradas baixas. Além disso, Dom Odilo já manifestou, em 2024, o desejo de renunciar à liderança da Arquidiocese de São Paulo, embora o Papa Francisco tenha pedido que ele permaneça no cargo até 2026.

Dom Odilo tem sido uma figura de grande importância para a Igreja no Brasil e no mundo, com uma vasta formação acadêmica e uma carreira marcada por seu trabalho de renovação e diálogo. Seu nome é frequentemente citado nas discussões sobre a futura liderança da Igreja, e sua conexão com Toledo e o Paraná permanece forte, sendo uma referência tanto para a Igreja quanto para os fiéis da região.

Da Redação

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