Uma operação estratégica realizada na manhã desta sexta-feira (10) desarticulou um esconderijo de criminosos de alta periculosidade no interior de São Pedro do Iguaçu. A ação foi o resultado de um trabalho de inteligência integrado entre a 20ª Subdivisão Policial de Toledo (20ª SDP) e a 5ª Delegacia de Homicídios de Porto Alegre (RS).
Os dois detidos são apontados como integrantes de uma facção criminosa paulista com forte atuação no Rio Grande do Sul. Segundo a Polícia Civil, eles fugiram da capital gaúcha para o Oeste do Paraná com o intuito de escapar de mandados de prisão pendentes.
Localização e abordagem no campo
Após cruzamento de dados, as equipes identificaram que os suspeitos estavam escondidos em uma propriedade rural nas proximidades do distrito de Luz Marina. Com a localização confirmada, os policiais montaram um cerco na manhã de hoje para garantir o cumprimento das ordens judiciais.
“As equipes de inteligência identificaram que o principal alvo estava escondido nesta propriedade rural. Diante disso, montamos a operação e conseguimos efetuar a prisão”, explicou o delegado Paulo Ricardo, da 20ª SDP.
Perfil dos criminosos e apreensão de arma
Durante a incursão, o alvo principal foi detido. Um segundo homem, que também havia fugido de Porto Alegre para o Paraná, foi preso em flagrante. Com ele, os agentes apreenderam:
01 pistola calibre 9mm;
20 munições intactas do mesmo calibre.
As autoridades detalharam a periculosidade da dupla. Segundo o delegado, eles representam o braço armado do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Zona Norte de Porto Alegre. Enquanto um dos indivíduos exercia funções de gestão e comando dentro da organização, o outro já possui condenação superior a 18 anos de prisão por diversos homicídios cometidos no Rio Grande do Sul.
Os presos foram encaminhados à sede da Polícia Civil em Toledo e, após os procedimentos legais, permanecerão à disposição do Poder Judiciário para o cumprimento de suas penas. A operação reforça o papel da integração interestadual no combate ao crime organizado e a facções que tentam se instalar em áreas rurais para evitar a fiscalização.
Da Redação
