O início do outono de 2026 não deve trazer alívio imediato para quem espera temperaturas mais baixas no Brasil. Apesar da mudança de estação ter ocorrido na sexta-feira (20), o calor e a sensação de abafamento devem continuar predominando em grande parte do país nas próximas semanas.
Segundo projeções da Climatempo, o cenário mantém características típicas do fim do verão, com pancadas de chuva frequentes e temperaturas acima da média para o período.
A tendência é que abril ainda seja marcado por dias quentes, alta umidade e chuvas irregulares em diversas regiões, o que mantém a sensação térmica elevada mesmo com a chegada do outono.
A mudança mais consistente no padrão climático deve ocorrer apenas a partir de maio. Nesse período, a redução das horas de sol favorece a queda gradual das temperaturas, indicando o início de um frio mais amplo e persistente no país.
Quedas recentes de temperatura registradas em cidades do Sul e do Sudeste não indicam, necessariamente, a chegada definitiva do outono. Especialistas apontam que o resfriamento foi pontual, provocado pela passagem de uma frente fria mais intensa do que o habitual para o mês de março.
Esse fenômeno trouxe uma massa de ar frio temporária, associada à entrada de ventos úmidos, aumento da nebulosidade e maior frequência de chuvas. Como resultado, algumas capitais registraram temperaturas mais baixas que o normal para o período.
A previsão atual indica que a primeira massa de ar polar mais intensa do outono deve atingir o Brasil entre o fim de maio e o início de junho. Caso se confirme, o fenômeno pode provocar queda acentuada de temperatura no Sul, possibilidade de geada em áreas específicas e mínimas próximas de 10°C em cidades do Sudeste.
Meteorologistas destacam que previsões de longo prazo podem sofrer alterações, conforme novos dados atmosféricos são incorporados aos modelos. Até o momento, no entanto, o consenso aponta para um início de outono ainda quente, com umidade elevada e chuvas frequentes.
Climatempo
