Uma pesquisa recente da Agência Nacional do Petróleo (ANP), realizada entre os dias 8 e 14 de março, traz um panorama detalhado sobre o preço dos combustíveis no Paraná. O levantamento, que abrangeu 23 cidades, revela que o consumidor paranaense está pagando, em média, R$ 6,52 pelo litro da gasolina comum.
O dado que mais chama a atenção é a disparidade de preços entre as regiões e o fato de a gasolina subir mesmo sem um reajuste oficial da Petrobras — ao contrário do diesel, que teve aumento de R$ 0,38. A instabilidade no mercado internacional, provocada pelos conflitos no Oriente Médio, é apontada como a principal causa dessa alta "silenciosa".
Destaques da Pesquisa no Paraná
De acordo com os números da ANP, o cenário nos postos paranaenses apresenta variações significativas:
Preço mais alto: Localizado em Castro, onde o litro chegou a ser vendido por R$ 7,19 (embora relatos indiquem picos de até R$ 7,79 em alguns estabelecimentos).
Preço mais baixo: Encontrado em Guarapuava, com o litro a R$ 5,59.
Em Toledo: A pesquisa em 10 postos da cidade mostrou uma variação entre R$ 5,99 e R$ 7,15, com um preço médio de R$ 6,33 — abaixo da média estadual.
Cidades vizinhas: Em Cascavel, a média é de R$ 6,60, enquanto em Foz do Iguaçu o valor médio fica em R$ 6,22.
Ações do Governo Federal para Conter a Alta
Para tentar frear o impacto nos preços, especialmente do diesel, o Governo Federal anunciou um pacote de medidas que busca equilibrar as contas sem ferir o orçamento de 2026:
Imposto Zero no Diesel: Zeragem das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel, o que representa uma redução tributária de R$ 0,32 por litro.
Taxação da Exportação: O governo elevou de 0% para 12% o imposto sobre a exportação de petróleo bruto. A ideia é que a arrecadação com essa taxação (estimada em R$ 30 bilhões) compense a perda de arrecadação com a desoneração do diesel.
Subvenção: Incentivos aos produtores e importadores para garantir o abastecimento e reduzir o custo final em mais R$ 0,32.
