O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), divulgou a atualização trimestral das Estimativas de Custo de Produção para as principais culturas da agropecuária paranaense. O relatório, referente a fevereiro de 2026, revela o impacto dos preços dos insumos e as variações tecnológicas nos sistemas de produção do estado.

O levantamento é fundamental para o setor, pois utiliza dados de mais de 650 produtos e serviços, permitindo que o produtor rural entenda a "moda" tecnológica aplicada e planeje sua rentabilidade com base em índices de preços e relações de troca atualizados.

Radiografia dos Custos: Feijão, Soja e Milho

De acordo com as planilhas de custos, a produtividade média esperada para o Feijão 2ª Safra no sistema de Plantio Direto (SPD) é de 34 sacas de 60kg por hectare. O custo variável total para esta cultura apresentou uma distribuição onde os Fertilizantes são o item de maior peso, representando 40,15% do custo (R$ 1.365,00/ha), seguidos pelos Agrotóxicos (24,56%) e Sementes (22,78%).

Já para a Soja, cultura de maior expressão no estado, os custos operacionais com máquinas e implementos registraram estabilidade, enquanto a mão-de-obra temporária teve ligeiras oscilações ao longo do último ano, refletindo a dinâmica de contratação no campo.

Preços Pagos pelos Produtores

A pesquisa de Preços Pagos, também atualizada em fevereiro de 2026, monitora 19 grandes grupos, desde mudas e sementes até combustíveis e máquinas. Entre os destaques do comparativo anual (fev/25 x fev/26):

  • Mudas: O preço da muda de Macieira registrou uma alta de 25%, saltando de R$ 20,00 para R$ 25,00. Em contrapartida, a muda de Laranja apresentou uma queda de 6,8%, custando agora R$ 17,00.

  • Construção Rural: O custo por metro quadrado para a construção de uma Casa para Empregado em alvenaria subiu para R$ 1.962,50, uma variação de 14,16% em doze meses. Já a casa para proprietário está estimada em R$ 2.625,00/m².

  • Logística e Energia: O consumo médio de óleo diesel, essencial para a tração agrícola, varia drasticamente conforme a cultura. A Mandioca de 2 ciclos é a que mais exige o combustível (130,7 litros/ha), enquanto a Soja demanda cerca de 38,8 litros/ha.

Importância para o Planejamento

Esses dados servem como base para o cálculo de outros indicadores econômicos e são vitais para instituições financeiras na concessão de crédito agrícola e para o Governo na formulação de políticas públicas. A próxima atualização do Deral está prevista para maio de 2026, quando novos preços de insumos e fatores de produção serão coletados em cooperativas e distribuidores de todo o Paraná.

Da Redação

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