O deputado federal Dilceu Sperafico (PP-PR) detalhou as motivações por trás do Projeto de Lei 6331/25, que busca blindar o mercado nacional contra a entrada de tilápia estrangeira. Em fala recente, o parlamentar sublinhou que a medida é uma resposta direta a movimentos do atual Governo Federal que, segundo ele, colocaram em risco a estabilidade de milhares de produtores, especialmente no Paraná.

Sperafico revelou que o projeto nasceu em um cenário de "fogo cruzado" contra a tilapicultura brasileira. De um lado, o deputado criticou uma tentativa do Ministério do Meio Ambiente, sob a gestão de Marina Silva, de restringir a produção do peixe no país por meio de portaria — medida que foi barrada após forte pressão da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). De outro, ele denunciou a abertura do mercado para o filé de tilápia vindo do Vietnã.

Proteção contra o "Dumping" e Riscos Sanitários

Para o deputado, permitir a importação de países como o Vietnã é um golpe contra o agronegócio nacional. "Enquanto tentavam proibir nossa produção aqui, a Fazenda Nacional autorizava a importação de filés do Vietnã, inclusive com grandes empresas ligadas ao governo envolvidas na operação", disparou Sperafico.

Ele argumenta que o projeto de proibição (que abrange desde alevinos até produtos processados) tem dois pilares centrais:

  1. Segurança Sanitária: Evitar a entrada de patógenos exógenos que possam dizimar os tanques brasileiros.

  2. Soberania Econômica: Proteger o investimento de cooperativas, frigoríficos e pequenos produtores que transformaram o Paraná no maior polo produtor do Brasil.

"O Paraná é hoje um gigante na produção de tilápia. Não podemos permitir que o suor do nosso agricultor seja desvalorizado por uma política que privilegia o produto estrangeiro em detrimento do nacional", afirmou o parlamentar. Segundo Sperafico, a simples protocolização do projeto já gerou uma forte movimentação no Congresso para frear novas concessões de importação.

Da Redação

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