Em alusão ao Dia Mundial do Câncer, lembrado anualmente em 4 de fevereiro, profissionais do Hospital Bom Jesus, em Toledo, reforçaram a importância da prevenção e da quebra de estigmas que envolvem a doença. O objetivo da data é conscientizar a população sobre uma patologia que, embora grave, apresenta altos índices de cura quando diagnosticada precocemente.

O enfermeiro Itamar Weiwanko, coordenador da CIHDOTT, alertou para o crescimento "absurdo" dos diagnósticos nos últimos anos. Citando dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), ele destacou que o Brasil registrou cerca de 705 mil novos casos de câncer a cada ano no último triênio. De acordo com o profissional, o câncer de mama e o de colo de útero são os mais comuns entre as mulheres, enquanto o de próstata e o de pulmão se destacam na população masculina, com o câncer de pele mantendo-se em evidência de forma geral.

Para combater o avanço da doença, Itamar sinalizou que a população deve investir em qualidade de vida, o que inclui cuidados com a alimentação, controle do peso e a prática frequente de atividades físicas. Ele também ressaltou que a oncologia já é a primeira causa de morte em mais de 600 municípios brasileiros, perdendo apenas para doenças cardiovasculares em nível nacional, o que exige maior investimento das autoridades em tratamentos específicos.

O médico Dr. Carlos Minoru Sumi reforçou que um dos maiores desafios no tratamento é o tabu que envolve a palavra "câncer". Ele explicou que muitos pacientes ainda enxergam o diagnóstico como um sinônimo de morte, o que gera negação e atrasa a busca por auxílio médico. O doutor enfatizou que, com o avanço da ciência, a grande maioria dos cânceres é tratável e curável, deixando de ser um "atestado de óbito" para se tornar, em muitos casos, uma condição crônica controlável.

A principal recomendação do Dr. Carlos é a busca pelo diagnóstico precoce, já que a maioria dos tumores não apresenta sintomas em fases iniciais. Segundo o médico, quando os sintomas começam a aparecer, a doença pode estar em estágio avançado, dificultando a cura. Ele concluiu afirmando que desmistificar a letalidade da doença é o passo mais importante para que as pessoas não fujam do tratamento e consigam resultados muito mais benéficos à saúde.

Da Redação
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