Na sexta-feira, dia 17 de maio de 2024, um fato ocorrido no interior do Hospital Bom Jesus, localizado no centro de Toledo, resultou em um Boletim de Ocorrência que levou a uma investigação detalhada pela Polícia Civil. O caso envolveu um acompanhante de uma paciente internada que, ao retornar de uma breve saída para comprar água de coco, encontrou a paciente em estado alterado e notou o desaparecimento de seu aparelho de telefone celular.

O relato inicial apontou que a paciente, ao ser questionada, mencionou que um enfermeiro havia aplicado nela um "líquido branco" não prescrito, o qual ainda escorria pelo seu braço. Além disso, o celular que havia sido deixado no quarto para tirar fotografias desapareceu.

As investigações revelaram que um funcionário do hospital, fora de sua área de atuação, entrou e saiu do quarto três vezes, conforme comprovaram as imagens das câmeras de segurança do corredor. O hospital colaborou plenamente, fornecendo as informações necessárias para o esclarecimento do caso.


O celular foi localizado e recuperado durante as diligências. A pessoa que estava em posse do aparelho foi indiciada por receptação, pois tinha conhecimento da procedência ilícita do objeto, que estava bloqueado e sem nota fiscal. A compradora confirmou que adquiriu o celular via Facebook, em uma negociação realizada com a esposa do investigado.

Durante o processo, o investigado optou por permanecer calado na presença de seu advogado. Sua esposa, embora tenha anunciado a venda do celular em seu nome na rede social, admitiu que foi seu marido quem efetivamente realizou o anúncio.

Com base nas provas coletadas, o funcionário foi indiciado por Roubo com violência imprópria, sua esposa por Receptação Qualificada, e a compradora por Receptação.

Da Redação


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